Um ataque de riso. Imprevisível, imparável e inexplicável. E eles estão rindo disso até hoje...
Durante a primeira semana de aula no Instituto de Matemática (IME - USP), Marize participou do treino de softball dos ingressantes, numa sexta-feira (13 de março de 2015). Ao passar pelo bebedouro, ela dirigiu poucas palavras a um veterano que ali enchia a garrafa - "e aí, Pastel" - e saiu andando sem esperar uma resposta. Horas mais tarde, os dois se cruzaram no bloco B.
Os dois conversaram inicialmente sobre como era mais difícil para descendentes de japoneses jogar "detetive", pois é preciso piscar com um olho só de forma clara durante o jogo. Ninguém além dos dois estava perto o suficiente para ajudar a lembrar quais outros tópicos se sucederam, mas a euforia resultante desse encontro foi testemunhada por todos presentes no saguão: vozes altas, gargalhadas e até um ensaio de valsa.
Guilherme não parou de pensar sobre esse ocorrido por todo o final de semana que se sucedeu. Na madrugada de sábado para domingo (provavelmente influenciado pelo clima de amor após retornar do casamento de sua prima Denise), ele decidiu que não iria esperar mais: pegou seu celular e mandou uma foto deitado em sua cama, piscando para Marize, no grupo do Baseball e Softball do IME.
E como remédio pra doido é doido e meio, Marize correspondeu à brincadeira, enviando sua própria foto piscando ao grupo.
Desde aquela época, nossa dinâmica nunca mudou: vivemos rindo de banalidades, ensaiando danças tortas que não mostramos pra mais ninguém, criando nossos próprios memes... Mais velhos, mais maduros, e com um senso de humor cada vez mais quebrado.